Exposições

“Earth to earth” testemunha o uso da lousa no contexto cemiterial, numa viagem ao tempo possível apenas pelo notável espólio da C. M. de Valongo. Adicionalmente, decorrerá durante o período da bienal a exposição “5 meses, 5 artistas” que terá o formato inédito das montras das lojas de Valongo.

Residência Artística

Enquanto estratégia sustentada e continuada, as Residências Artísticas facultam o contato direto com os processos criativos. Aqui pretende-se incentivar a criação artística multidisciplinar em ardósia, tendo como ponto de partida os elementos identitários do Município e as ancestrais vivências culturais endógenas; dinamizando e reforçando o vetor da formação através de uma relação direta da comunidade local com as metodologias e os processos criativos académicos contemporâneos.

Residência Tecnológica

Pretende-se fomentar a investigação artística a partir do uso da ardósia e do contexto cultural e identitário do município de Valongo. A intenção é propor um diálogo entre a matéria prima utilizada em diferentes contextos, a ardósia negra, e a imaterialidade da cultura local, materializada nos “saber fazer” ressuscitados através da pesquisa realizada por investigadores dos diferentes ciclos de estudos da FBAUP.

Teatro

As “Histórias das Pedreiras das Pedras Pretas” é por si só um título mais que sugestivo. Nesta peça o encenador partiu da recolha sistemática de testemunhos daqueles que são os guardiões de memórias passadas e fê-los reviver através das interpretações dos atores, que nos fizeram recuar no tempo e reviver as dificuldades e perigos das profissões ligadas à lousa. Enquanto a memória for perpetuada o sacrifício dos trabalhadores não foi em vão.

Dança

“Hodiernidades” – foi com base no paradigma da modernidade que o BalletTeatro criou o espetáculo onde os bailarinos evocam o trabalho dos mineiros através de gestos coletivos repetitivos, usando bastões de lousa de forma a evocar a matéria-prima; partindo depois para o uso de fios e cordas, associados a gestos mais soltos e abertos, personalizados que remetem para a criatividade, estabelecendo pontes entre passado e presente com os olhos postos no futuro.

Música

Tendo por base a história da criação de instrumentos musicais, as rochas são usadas desde a mais remota antiguidade, quando os homens pré-históricos descobriram que cada uma delas emitia um som diferente ao ser percutida. Litofone, vem do grego “lithos” (rocha) e “phono” (som) designando um conjunto de instrumentos de percussão que usam rochas como base.

Construir um “slatetofone”, “slate” (lousa em inglês), usando esta rocha para criar instrumentos inovadores para um espetáculo musical, é mais uma forma de usar um elemento ancestral numa criação contemporânea, chamada de “Um Quadro”, levando-nos aos nossos primórdios e numa viagem fantástica que conjuga som, luzes e sombra.

O controle da fratura, a docilidade de comportamento ao talhe e à possibilidade de dispensa da máquina, a riqueza das texturas e das dinâmicas estabelecidas com a superfície cortada, para além do fascínio do negro e a memória do veludo ou do conforto, foram a resposta que a ardósia, definitivamente me deu, à procura de subtileza e tangência que realizava na data em que a descobri como matéria plástica.

Carlos Marques

A Bienal evidencia a plasticidade da ardósia em contraste com o rigor geométrico do ferro.

Zulmiro de Carvalho

Próximos eventos:

29

Julho

Ground Lab

20

Setembro

Simpósio Escultura

22

Outubro

RePercussion Trio – 21h (II)

23

Outubro

Earth To Earth

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